As línguas espanhola, portuguesa, francesa, italiana, romena e catalã, nessa ordem de peso demográfico, são todas oficiais em pelo menos um Estado. Diversas outras línguas românicas gozam de reconhecimento regional (galego, friulano, sardo, gallo - um dialeto românico derivado da “langues d’oïl”, ladino, occitano). No total, cerca de 800 milhões de pessoas têm por língua materna uma língua latina, e ocupam um lugar privilegiado na educação (com exceção do inglês, que continua a ser a primeira língua mais estudada, mais de 15% dos estudantes escolhem o espanhol, o francês ou o italiano como segunda língua) e nas indústrias culturais. Entretanto, em face deste panorama ideal, a presença real das línguas latinas continua fraca em muitos campos: ciberespaço, negociações internacionais, ciências e tecnologia, etc.
A União Latina, em colaboração com a Organisation internationale de la Francophonie (OIF) e apoio da Délégation générale à la langue française et aux langues de France, do Observatório Europeu de Plurilinguismo, da Société française de terminologie e da associação Diversum, decidiu estudar a situação, organizando um encontro sobre a presença, peso e valor das línguas românicas na sociedade do conhecimento.
Este evento ocorreu em 30 de abril de 2010 na OIF, e reuniu diversos especialistas latinos da Europa para levantar o que se faz em matéria de observação das línguas românicas em diferentes campos do saber. Também possibilitou lançar oficialmente o portal observatório sobre a presença das línguas no conhecimento, Portalingua.
A publicação reúne as comunicações e apresentações feitas por ocasião dessa jornada. Os textos são publicados na língua em que foram apresentados.
Fonte: Dtil
Palavras-chave: agenda catalão demografia das línguas diversidade linguística estatística francês Internet italiano multilinguismo política linguística português romeno valor das línguas
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Depois de um longo período de hegemonia linguística, vê-se surgir, pouco a pouco, uma tomada de consciência da ameaça que pesa sobre as línguas do mundo, e o começo do reconhecimento da diversidade linguística como fator de desenvolvimento sustentável.
Criado pela União Latina, e voltado, no começo, para a d descrição das línguas dos países latinos, Portalingua pretende representar hoje um espaço transparente de informação, reflexão e discussão sobre o comportamento das línguas do mundo na sociedade do conhecimento (ciberespaço, ciências, tecnologias, organizações internacionais, tradução, etc.). Intenciona suscitar um freio ao quase-monolinguismo predominante em muitos setores…

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